Espectro dos partidos e hemiciclo
O que mostra
No bloco “Conheça sua Câmara”, os vereadores em exercício aparecem num semicírculo, da esquerda para a direita, conforme a posição do partido numa escala de 0 (extrema-esquerda) a 10 (extrema-direita). A cor do anel da foto é o grupo do partido. O cartão mostra a faixa e a nota.
Como calculamos
A nota vem de uma pesquisa acadêmica: Bolognesi, Ribeiro, Codato e Silva (Opinião Pública, 2025), “O desaparecimento do centro ideológico no sistema partidário brasileiro”, Opinião Pública, v. 31, e31120. DOI 10.1590/1807-0191202531120.
- Cientistas políticos filiados à ABCP deram uma nota de 0 a 10 a cada partido. A nota do partido é a média.
- Usamos a onda de 2022: 978 convites, 48,8% de respostas.
- A faixa (esquerda, centro, direita…) sai dos cortes do próprio artigo, aplicados à média.
- No semicírculo, as 7 faixas viram 5 cores: as faixas “extrema” entram no grupo vizinho (extrema-esquerda com esquerda, extrema-direita com direita). O cartão continua a mostrar a faixa exata.
- Ordem dos assentos: nota do partido, depois sigla e nome. Partido sem nota fica no meio, em cinza.
| Faixa | Média |
|---|---|
| extrema-esquerda | 0 a 1,5 |
| esquerda | 1,51 a 3 |
| centro-esquerda | 3,01 a 4,49 |
| centro | 4,5 a 5,5 |
| centro-direita | 5,51 a 7 |
| direita | 7,01 a 8,5 |
| extrema-direita | 8,51 a 10 |
| Partido | Nota | Faixa |
|---|---|---|
| PSOL | 1,41 | extrema-esquerda |
| PCdoB | 1,78 | esquerda |
| PT | 2,68 | esquerda |
| PSB | 3,59 | centro-esquerda |
| REDE | 3,69 | centro-esquerda |
| PDT | 3,86 | centro-esquerda |
| PV | 4,12 | centro-esquerda |
| SOLIDARIEDADE | 6,01 | centro-direita |
| CIDADANIA | 6,17 | centro-direita |
| AVANTE | 6,47 | centro-direita |
| MDB | 6,50 | centro-direita |
| MOBILIZA | 6,74 | centro-direita |
| PSDB | 6,76 | centro-direita |
| PSD | 6,94 | centro-direita |
| PMB | 7,29 | direita |
| PODEMOS | 7,44 | direita |
| AGIR | 7,55 | direita |
| PROGRESSISTAS | 8,15 | direita |
| DC | 8,21 | direita |
| REPUBLICANOS | 8,33 | direita |
| UNIÃO | 8,49 | direita |
| NOVO | 8,67 | extrema-direita |
| PL | 8,80 | extrema-direita |
- Esquerda: extrema-esquerda e esquerda
- Centro-esquerda: centro-esquerda
- Centro: centro
- Centro-direita: centro-direita
- Direita: direita e extrema-direita
Limites
- A posição é do partido nacional, não do vereador nem do diretório local. Um vereador pode votar de outro jeito.
- É a opinião de especialistas, não uma medida dos votos dados na Câmara.
- O artigo calcula o rótulo de cada partido com outra conta (média ponderada: onda de 2022, ajustada por 2018). Por isso o rótulo do artigo e o do portal podem diferir. Exemplo: Republicanos tem média 8,33, “direita” pelo corte; o artigo o chama de “extrema-direita”.
- Para os autores, “extrema” é só uma faixa da escala. O rótulo não diz se o partido é antissistema.
- As notas são anteriores às fusões de 2023 (por exemplo, o PSC no Podemos). O PRD não tem nota publicada e fica sem classificação.
Principais pautas
O que mostra
Até 3 temas que aparecem com mais frequência nas propostas de cada vereador, no cartão do semicírculo.
Como calculamos
- Cada tema tem uma lista fixa de palavras-chave. O portal procura essas palavras no título e na ementa das propostas.
- Entram projetos de lei, pedidos de informação e requerimentos de autoria do vereador. Coautorias, moções e Pedidos de Providência ficam fora.
- Um tema só aparece com 3 propostas ou mais. Os temas são ordenados pelo número de propostas; no empate, pela ordem da lista abaixo.
- Uma proposta pode contar em mais de um tema. Não há IA nesta conta: é uma regra de texto.
- Saúde
- Educação
- Trânsito e transporte
- Obras e serviços urbanos
- Segurança
- Assistência social
- Meio ambiente e animais
- Cultura, esporte e lazer
- Economia e emprego
- Gestão e contas públicas
- Mulheres e direitos
Limites
- Proposta sem nenhuma palavra-chave fica sem tema e não entra na conta. Na primeira medição, feita numa só cidade em 11/10/2026, isso valeu para cerca de metade das propostas; a proporção muda de uma cidade para outra.
- Palavra-chave erra: uma ementa pode citar “escola” sem tratar de educação.
- Conta quantidade, não importância. Um tema com muitas propostas curtas passa à frente de um tema com uma proposta grande.
Índice relativo por bairro
O que mostra
No perfil, o bloco “Onde foi votado” pinta os bairros pela força relativa do vereador: nos votos que ele recebeu e nos Pedidos de Providência que ele fez. Uma frase compara os dois mapas.
Como calculamos
índice = (parcela do vereador no bairro) ÷ (parcela do vereador na cidade)
- Parcela no bairro: votos dele no bairro ÷ votos de todos os candidatos a vereador no bairro. Para pedidos, a mesma conta com os pedidos de todos os vereadores.
- 1 quer dizer a mesma parcela que ele tem na cidade toda. 2 quer dizer o dobro.
- Votos: votos por seção do TSE na última eleição, somados pelo bairro do local de votação.
- Pedidos: todos os Pedidos de Providência com autor identificado.
- Base mínima, separada para cada mapa: no mapa de votos, o bairro precisa de 1.000 votos ou mais (somando todos os candidatos); no mapa de pedidos, de 30 pedidos ou mais (somando todos os vereadores). Abaixo disso o bairro aparece hachurado, sem índice, só naquele mapa.
- A frase pega os 5 bairros de maior índice de votos e diz que parte dos pedidos do vereador está neles. Com menos de 10 pedidos com bairro, a frase não compara.
- até 0,8
- 0,8 a 1,2
- 1,2 a 1,5
- 1,5 a 2
- acima de 2
Limites
- O bairro do voto é o do local de votação, não o da casa do eleitor.
- Só entram bairros identificados. Pedido sem bairro reconhecido fica fora do numerador e da base.
- Por que a base mínima: num bairro com 1.000 votos, um vereador com 1,9% dos votos da cidade teria cerca de 19 votos esperados, com variação ao acaso de cerca de 23%. Num bairro com 30 pedidos, um vereador com 3% dos pedidos da cidade teria cerca de 1 pedido esperado; abaixo disso, um único pedido dobraria o índice.
- Os bairros abaixo da base mínima ficam fora do índice. O mapa mostra quais são.
- O índice mostra onde a presença do vereador é maior que a média dele. Não mostra causa nem intenção.
Presença nas sessões
O que mostra
No perfil: em quantas sessões o vereador esteve presente e um calendário dia a dia. No painel da página de vereadores, a métrica "Presença" compara os vereadores, e a linha do tempo mostra a conta até qualquer data de sessão.
Como calculamos
- Usamos o campo “esteve presente” que a Câmara registra em cada sessão. Não usamos o relatório de frequência.
- Só contam as sessões em que o vereador exercia o mandato (pelos períodos de posse e substituição). Se os períodos ainda não foram coletados, contam todas as sessões.
- Onde a presença e os votos vêm dos relatórios de cada sessão que a Câmara publica (Caçapava do Sul): o resultado de cada votação é o que a Câmara proclamou no relatório, não uma conta do portal. Quem aparece como “não registrado” numa votação e faltou à sessão conta como ausente; quem estava na sessão fica “sem voto registrado”. Votação simbólica não tem voto nominal: entra com o resultado e sem placar.
- Calendário: cada dia com sessão, desde 1º/1/2025, no fuso de Brasília. O dia fica “presente”, “ausente”, “parcial” (presente em parte das sessões do dia), “sem registro” ou “fora do mandato”.
- Placar: o portal não faz ranking de vereadores. Há duas exceções, decididas em 11/10/2026: a presença e as leis.
- Presença = sessões com o campo “esteve presente” marcado ÷ sessões em que o vereador exercia o mandato e havia registro de presença.
- Na comparação, o vereador precisa de 20 sessões em exercício ou mais até a data escolhida (se a Câmara fez menos de 20 sessões até ali, basta ter todas). Quem tem menos fica fora da média e da manchete.
- Média da Câmara: a média simples das porcentagens de quem está na comparação. Média por partido: a média simples dos vereadores do partido que estão na comparação; a diferença para a média da Câmara vem em pontos percentuais (p.p.).
- Cadeiras do painel: abaixo de 70% em rosa; de 70% a 80%, de 80% a 90% e 90% ou mais em tons neutros que clareiam. A porcentagem vem escrita em cada cadeira.
- Linha do tempo: soma a presença desde a primeira sessão até a data escolhida. Só a presença muda com a data; leis aprovadas, pedidos parados e votos são do mandato inteiro. A linha “Ao longo da legislatura” é a média simples, mês a mês, da presença de cada vereador no mês.
- Empate divide a posição: com a mesma taxa, dois vereadores ficam no mesmo lugar e o seguinte pula um (1º, 2º, 2º, 4º).
Limites
- O registro diz só se o vereador estava presente. Não diz o motivo da ausência.
- Sessão sem registro de presença não entra na conta.
- A presença mostra comparecimento, não trabalho. O que acontece fora do plenário não aparece aqui.
Posição em leis
O que mostra
Quantos projetos de lei do vereador viraram lei e a posição dele entre os titulares por esse número.
Como calculamos
- Contamos os projetos de lei de autoria do vereador que viraram lei. Coautorias são contadas à parte.
- Nomes de rua, títulos e datas comemorativas não contam: são outros tipos de proposta.
- A ligação entre lei e projeto vem da própria Câmara. Onde o título de cada lei traz o projeto de origem (“LEI → PL”), vale o título. Onde a Câmara publica a lista de leis com uma página para cada lei (Caçapava do Sul), vale o projeto de origem que essa página mostra. Quando a página não mostra, o portal liga a lei ao projeto com a mesma ementa (a lei repete a do projeto); os números citados na ementa e a data desempatam.
- Onde a Câmara não publica a sanção dos projetos, a página da cidade conta também o projeto de lei aprovado em votação no plenário e troca o nome do número para “aprovados em plenário”. O resultado vem da situação da matéria na Câmara ou, sem ela, do placar dos votos nominais. Quando a cidade passar a ter a lista de leis, volta a contar só a lei.
- É a segunda exceção à regra de não fazer ranking (a outra é a presença), decidida em 11/10/2026.
- Só os titulares entram na posição.
- Empate divide a posição (1º, 2º, 2º, 4º). Dentro do empate, a ordem da lista é pelo nome.
Limites
- Conta quantidade, não importância: uma lei simples e uma lei complexa valem 1 cada.
- Lei sem projeto de origem (nem no título, nem na página da lei, nem por ementa igual) não entra na conta.
- A ligação pela ementa pode errar quando dois projetos têm ementas quase iguais.
- Suplentes não entram na posição.
Afinidade de voto
O que mostra
No perfil: com cada colega, em que parte das votações os dois votaram igual, ao lado da média da Câmara.
Como calculamos
- Só votações nominais divididas (com pelo menos 1 voto contrário ou 1 abstenção) e não secretas. Em votação unânime todos votam igual, e a coincidência não informa nada.
- A base de um par é o número dessas votações em que os dois votaram sim ou não. Abstenção, ausência e “sem voto” (por exemplo, quem preside a sessão) ficam fora.
- Cada votação conta uma vez.
- O gráfico mostra só pares com base de 10 votações ou mais. Pares com base menor aparecem só na tabela.
- Média da Câmara: média simples da taxa de todos os pares com base de 10 ou mais.
Limites
- Votar igual não quer dizer aliança. Dois vereadores podem votar igual por motivos diferentes.
- A taxa não diz o tema da votação nem o peso dela.
- Abstenções ficam fora: quem se abstém muito tem base menor.
Pedidos de Providência no mapa
O que mostra
Cada Pedido de Providência é um ponto no mapa, com a cor da situação dele na prefeitura. O painel “Onde os pedidos param” ordena as secretarias pelo número de pedidos parados nelas, com a mediana de dias parado, e diz quantos cada uma arquivou e em quanto tempo, na mediana.
A cor dos bairros mostra os pedidos por 1.000 moradores, não o número absoluto de pedidos. Pela contagem absoluta, os bairros mais populosos tenderiam a ficar com a cor mais forte. As faixas são fixas: até 15, de 15 a 30, de 30 a 45 e 45 ou mais pedidos por 1.000 moradores. O valor na borda entra na faixa de cima. Bairro com população conhecida e nenhum pedido entra na faixa “até 15”. Bairro sem população conhecida fica na cor “sem dado”, sem taxa. A legenda traz a média da cidade: a soma dos pedidos dos bairros com população conhecida × 1.000 ÷ a soma dos moradores desses bairros. Ao tocar num bairro, aparecem o total de pedidos, a taxa e o número de moradores. Abaixo de 2.000 moradores, o bairro ganha o aviso “população pequena, taxa instável”: poucos pedidos mudam muito a taxa. Nenhum bairro sai do mapa por ser pequeno.
Como calculamos
- Toda noite, um robô lê as proposições novas no sistema público da Câmara.
- Endereço: regras de texto leem o pedido e devolvem rua, número e bairro como estão escritos, sem inventar. Elas reconhecem o padrão mais comum (“Rua X, nº 10, bairro Y”). A leitura por IA existe no código, mas está desligada: nenhum pedido passou por IA. desligado hoje
- Ponto no mapa: o endereço vai para o Nominatim (OpenStreetMap), uma consulta por segundo, com cache e só dentro da área da cidade. O bairro é aquele onde o ponto cai. Sem ponto, o pedido fica preso ao bairro citado no texto.
- Situação: vem das etapas públicas do processo. “Arquivado”: uma etapa de arquivar ou concluir foi encerrada. “Parado”: está com a secretaria, sem etapa de encerramento. “Devolvido”: há etapa pendente fora da secretaria (por exemplo, com o vereador). “Na Câmara”: ainda não chegou à prefeitura.
- O robô confere de novo, toda noite, todos os pedidos parados ou na Câmara. A situação muda com o tempo.
- Cada pedido conta uma vez. Os números mudam porque cada um olha uma parte dos pedidos, não porque um pedido conta duas vezes:
- Home da cidade (total, pedidos do ano e cartão “Pedidos parados”) e “Situação dos pedidos” da página de vereadores (parados, mediana de dias parados, arquivados sem resposta, total e divisão por situação): todos os Pedidos de Providência protocolados, com ou sem ponto no mapa. Os percentuais usam como base os pedidos com situação conhecida no sistema da prefeitura. A mediana conta os dias desde a chegada do pedido à prefeitura.
- Gráfico “Pedidos por mês” da página de vereadores: todos os Pedidos de Providência, com ou sem ponto no mapa, contados pelo mês da data de protocolo na Câmara, no horário de Brasília. As variações comparam o último mês completo com o mês anterior e com o mesmo mês do ano anterior.
- Mapa da página de vereadores: só os que têm ponto no mapa. O cartão “pedidos parados” para compartilhar usa o número de todos os pedidos; as colunas por mês dele contam só os parados com ponto no mapa, e o cartão diz isso.
- Pedidos por bairro e por mil moradores (home, ranking “Bairros” e cor dos bairros no mapa): os que têm bairro identificado, cada um no bairro do seu endereço. Entra o pedido com ponto e o pedido sem ponto que cita o bairro.
- Secretarias: os que têm a secretaria registrada na prefeitura, com ou sem endereço.
- Por mil moradores: pedidos do bairro × 1.000 ÷ moradores do bairro (IBGE, Censo 2022). Só entram bairros com 1.000 moradores ou mais e 10 pedidos ou mais: com menos, um punhado de pedidos muda muito a taxa. O corte era de 2.000 moradores e desceu para 1.000 em outubro de 2026: bairros pequenos com volume relevante de pedidos (por exemplo, um bairro com 1.973 moradores e 149 pedidos) ficavam fora do gráfico. O mesmo corte vale para a aba “Imprensa” dos rankings (notícias por mil moradores), que passou a incluir esses bairros também.
Limites
- Os locais são extraídos automaticamente e podem ter erro.
- “Arquivado” não quer dizer “feito”. O sistema não registra o resultado na rua.
- Na medição de 10/10/2026, nenhum pedido tinha resposta escrita da prefeitura.
- Pedido sem endereço reconhecível não vira ponto no mapa.
Gastos públicos
Fontes
Despesa por mês, secretaria, função e tipo: dados abertos do tribunal de contas do estado, conjuntos “balancete da despesa” e “despesa por empenhos”. Os dados são enviados pela Prefeitura e pela Câmara; o tribunal ainda não os analisou. O tribunal de cada cidade está em Fontes por cidade. Despesa com pessoal e limite da LRF: Tesouro Nacional, SICONFI, Relatório de Gestão Fiscal, Anexo 1.
O que entra
- Prefeitura (administração direta) e Câmara. Autarquias e fundações, como o instituto de previdência, ficam fora.
- Só a despesa do ano. Restos a pagar de anos anteriores ficam fora.
- Empenhado é o valor reservado; liquidado é o que foi entregue e conferido; pago é o que saiu do caixa.
- Total, tipo, secretaria e função vêm do último balancete do ano. No gráfico de rosca, as 6 maiores secretarias ou funções aparecem sozinhas; as demais entram juntas em “outras”, e a tabela ao lado do gráfico mostra o que foi somado. O percentual de cada parte é arredondado para que todas somem 100%; uma parte com valor negativo (anulação maior que o gasto) conta 0%.
- O nome da secretaria é o que o tribunal publica. O portal tira a abreviação do começo (“Secretaria de Município de”, “S.M. de”) e repõe o acento das palavras mais comuns; as siglas ficam como vieram.
- Valor por habitante: população do Censo 2022 (IBGE).
Mês a mês
Cada mês vem do arquivo de empenhos do tribunal de contas. Quando esse arquivo ainda não chegou, o mês vem da diferença entre dois balancetes seguidos. Sem nenhum dos dois, o mês fica vazio, com o aviso de que o tribunal ainda não publicou o dado. Um mês vazio não é gasto zero. Um mês com anulação maior que o gasto tem valor negativo: a coluna fica na base e o número aparece com sinal na dica e na tabela.
Os meses depois do último mês com dado mensal, até o mês do último balancete, só existem no acumulado do balancete. Eles aparecem num bloco tracejado único: o valor é o total do balancete menos a soma dos meses que têm coluna, e a altura do bloco é esse valor dividido pelo número de meses (a média por mês). Meses depois do último balancete não aparecem.
Folha sem nomes
A folha aparece em reais por secretaria, com encargos (elementos 3.1.90 e 3.1.91), sem nome, matrícula ou CPF. Para que nenhum valor revele o salário de uma pessoa, uma secretaria só aparece sozinha quando a remuneração do mês passa de 12,5 vezes o teto salarial do município. Ninguém pode ganhar mais que o teto, e num mês com 13º e férias uma pessoa recebe no máximo 2,5 tetos; acima desse valor, o grupo tem pelo menos 5 pessoas. As demais secretarias entram juntas em “outras secretarias”. Quem quiser o dado nominal encontra no portal da transparência do próprio órgão.
Enquanto o teto salarial do município (o subsídio do prefeito, fixado em lei) não estiver cadastrado, a folha aparece só no total de cada órgão, sem divisão por secretaria.
Na página de gastos, a folha aparece só no total de cada órgão (Prefeitura e Câmara), no mês escolhido, com os outros meses ao lado. A data da coleta é a do balancete, que o robô baixa junto com a folha.
Custo dos mandatos por partido
- Diárias: soma desde a posse, no partido em que o vereador estava na data da diária, dividida pelos meses em exercício.
- Gabinete: cargos ocupados na data da coleta, multiplicados pelo salário do nível do cargo. É uma foto do dia, não uma série.
- A média é por vereador por mês. O total do partido é a média vezes o número de vereadores em exercício hoje.
- Quando o salário de um nível de cargo ainda não foi carregado, o valor do gabinete aparece como indisponível. A lista mostra só as diárias, e a média e o total ficam sem número. Nunca aparece R$ 0 no lugar de um valor que falta.
- Subsídio fica fora, porque é igual para todos. Cota de atividade parlamentar fica fora até haver valor em dado aberto.
- Partido sem vereador em exercício hoje fica sem total. Com 1 vereador, a média é o valor dele; com 2, a média depende muito de cada um.
- Tabela em ordem alfabética; a ordem por valor é escolha de quem lê. Mesma cor para todos os partidos. Custo não mede trabalho.
Despesa com pessoal e LRF
Despesa total com pessoal do Poder Executivo dividida pela receita corrente líquida ajustada, como o Município declara ao Tesouro. O cálculo segue o Manual de Demonstrativos Fiscais da STN. O limite máximo é 54% (LC 101/2000, art. 19, III, e art. 20, III, b); o prudencial, 95% do máximo (art. 22); o de alerta, 90% do máximo (art. 59, § 1º, II). Na página de gastos, o selo e cada ponto da série ficam em vermelho acima do limite de alerta daquele quadrimestre, sempre com a situação escrita; acima do máximo, o selo fica preenchido e o ponto, maior. É o único vermelho da página. O medidor da página da cidade não usa cor de situação: mostra o número, os limites e a fonte. O Tribunal de Contas pode apurar outro valor.
A série mostra os últimos 6 quadrimestres publicados. A variação compara com o quadrimestre imediatamente anterior, em pontos percentuais; sem ele, não aparece. Municípios com menos de 50 mil habitantes podem publicar o relatório por semestre: esse formato ainda não entra no portal, e a página mostra que não há dado.
Gasto na pesquisa “Faça parte”
Depois da pergunta sobre o que precisa mudar na cidade, a pesquisa pode mostrar quanto a Prefeitura ou o município gastou na área de governo ligada ao texto. A frase traz o ano, o valor, o valor por morador e a fonte. Ela não compara cidades nem anos e não diz se o valor é alto ou baixo.
- A área vem de palavras do texto, casadas no próprio navegador com 11 funções da classificação nacional do orçamento: Saúde (10), Educação (12), Assistência social (08), Segurança pública (06), Transporte (26), Urbanismo (15), Habitação (16), Saneamento (17), Gestão ambiental (18), Cultura (13) e Desporto e lazer (27). Vale a palavra que aparece primeiro.
- Palavra que cabe em mais de uma função, como lixo, drenagem, praça ou trânsito, não conta. Sem palavra que case, a pesquisa mostra o número de sempre (proposições do tema ou pedidos no mapa).
- Cidade do portal: despesa liquidada da Prefeitura na função, no ano corrente, até o mês do último balancete do tribunal de contas, a mesma fonte da página de gastos. É só a administração direta: autarquias, fundações e a Câmara ficam fora. Valor por morador: a mesma população da página de gastos da cidade, que mostra a fonte dela.
- Outra cidade, ou função que não está entre as 10 maiores do balancete: despesa liquidada que o município declarou ao Tesouro Nacional no SICONFI, na Declaração de Contas Anuais (DCA, Anexo I-E, despesa por função), do último ano entregue. A declaração vence em 30 de abril do ano seguinte. O valor é o do município inteiro (Prefeitura, Câmara, autarquias e fundações), como declarado, sem as despesas intraorçamentárias. Por isso ele não é comparável ao do tribunal de contas. Valor por morador: estimativa da população do IBGE de 2026. O ano é o da estimativa, não o da despesa.
- Sem valor, com valor zero, com falha na consulta ou sem resposta em 4 segundos, a frase de gasto não aparece e a pesquisa mostra o número de sempre.
- O texto da pessoa não sai do navegador para isso. Para o tribunal de contas, o navegador manda ao portal a cidade e o código da função; para o SICONFI, só o código da cidade, e escolhe a função na resposta. O servidor do portal consulta o SICONFI sem nenhum dado da pessoa, uma vez por município, com espera máxima de alguns segundos e sem nova tentativa, e guarda a resposta por até 7 dias.
Executivo
O que mostra
O painel do Executivo mostra o prefeito e o vice, os projetos que o Executivo enviou à Câmara, as secretarias com o valor pago por cada uma, os secretários e os pedidos que os vereadores fizeram a cada secretaria, com a situação de cada pedido.
De onde vem
- Prefeito e vice: candidaturas eleitas, do TSE.
- Votos: os do turno que decidiu a eleição. Quando houve segundo turno, valem os votos do segundo turno, não a soma dos dois. O vice não tem votos próprios no TSE: a página mostra os votos da chapa.
- Projetos do Executivo: proposições de autoria do Executivo no sistema público da Câmara (projeto de lei, projeto de lei complementar, emenda à Lei Orgânica, veto, decreto, convênio, acordo, urgência e mensagem). A lista de tipos é a de cada cidade.
- Secretarias e valor pago: balancete da despesa do tribunal de contas do estado, pelos códigos de cada secretaria. Uma secretaria que mudou de nome no ano soma os dois códigos, sem repetir valores.
- Secretários: atos oficiais de nomeação. Cada nome mostra o link do ato e o período do cargo. Secretaria sem nomeação cadastrada aparece como “sem secretário cadastrado”.
- Pedidos a cada secretaria: os Pedidos de Providência registrados na Câmara, pela secretaria que os recebeu.
- Câmara que não publica a situação do pedido (Caçapava do Sul): a Câmara registra só que o pedido foi deferido e enviado à Prefeitura, sem o que a Prefeitura fez com ele. A data de envio é a do deferimento; a secretaria é a citada no texto do pedido (“Solicita à Secretaria de Obras…”), casada com a lista de secretarias da cidade. Pedido que não cita secretaria fica sem secretaria. Sem situação, a página não mostra parados nem arquivados: mostra só quantos pedidos foram enviados a cada secretaria.
- Ordem das secretarias: o ranking ordena por um número, com o método descrito nesta página. Ele não é nota nem julgamento.
Como calculamos
- “Virou lei”: o projeto do Executivo tem uma lei cujo projeto de origem é ele. Sem essa ligação, a página escreve “ainda sem lei”.
- Veto: aparece como “veto ao PL n/ano”, com o projeto a que se refere.
- Valor pago no ano: valor pago acumulado no ano, até o mês de referência do balancete do tribunal de contas, somando os códigos da secretaria, com a despesa de pessoal. Sem balancete do ano publicado até o mês escolhido, nenhuma secretaria tem valor, e a página escreve “Balancete do tribunal deste ano ainda não publicado”.
- Pedidos arquivados: entre os Pedidos de Providência recebidos pela secretaria até o mês escolhido, a porcentagem que estava com a situação “arquivado” no sistema da Câmara nesse mês. A fonte registra o arquivamento, não uma resposta: “arquivado” quer dizer arquivado sem resposta registrada. Só aparece com 30 pedidos ou mais; com menos, a lista escreve “poucos pedidos” e o painel, “menos de 30 pedidos”.
- Pedidos recebidos: número de Pedidos de Providência que a Câmara encaminhou à secretaria até o mês escolhido, ligados a ela pelo nome da repartição no sistema da Câmara. Onde a Câmara não registra a repartição, pela secretaria citada no texto do pedido e pela data do deferimento (veja acima).
- Parados há mais de 60 dias: número de pedidos da secretaria recebidos pelo Executivo mais de 60 dias antes do mês escolhido e que ainda estavam abertos nesse mês, pela data de fechamento registrada na Câmara.
- Cores do painel: em Pedidos recebidos, cinzas que clareiam em três faixas (até 100, de 101 a 1.000, mais de 1.000). Em Parados, a cor segue a parte dos recebidos que está parada (até 25%, de 25% a 50%, mais de 50%), e o bloco claro marca nenhum parado; a cor só aparece com 30 pedidos ou mais, a mesma regra dos pedidos parados no painel da Câmara. Em Arquivados, cinzas que clareiam com o percentual (menos de 25%, de 25% a 75%, 75% ou mais), sem cor de alerta: arquivado não quer dizer feito. Em Valor pago, cinzas que clareiam em terços do maior valor, sem cor de alerta. Secretaria sem pedido, sem valor ou com poucos pedidos fica apagada.
- Destaque do painel: sem secretaria escolhida, o painel mostra a de maior e a de menor valor na métrica, entre as que têm valor (com pedido; em Arquivados, com 30 pedidos ou mais; em Valor pago, com valor no balancete). Empate num extremo aparece como grupo (“3 secretarias”). Com menos de duas secretarias com valor, o painel escreve “Sem dado suficiente para esta métrica”.
- Ordem: a lista e o painel ordenam pelo valor pago, pelos pedidos recebidos, pelos pedidos arquivados ou pelos pedidos parados, do maior para o menor, ou por nome. Secretaria sem valor vai para o fim, em ordem de nome. Empate também segue o nome.
- Gasto e folha por secretaria: o gasto de cada secretaria publicado pelo tribunal de contas é público e aparece por inteiro, com a despesa de pessoal. A página da secretaria mostra a folha mensal das linhas que o tribunal publica para os códigos dela; mês sem linha própria fica de fora. O portal não mostra salário por pessoa nem por cargo que identifique uma pessoa.
Limites
- “Ainda sem lei” não quer dizer rejeitado nem retirado. A fonte não registra rejeição, retirada nem o resultado de um veto.
- Projeto sem lei ligada pode ter virado lei por outro caminho que o título da lei não cita.
- O valor pago de uma secretaria soma o que o tribunal de contas classifica nos códigos dela. Mudança de estrutura no meio do ano pode separar o valor entre duas secretarias.
- Os dados do tribunal de contas chegam com meses de atraso. O mês de referência aparece na página.
- Pedidos a uma secretaria mostram o que a Câmara encaminhou, não o que a secretaria fez.
Uso de inteligência artificial
O que a IA faz
- Ler o texto dos Pedidos de Providência e tirar o endereço é um recurso pronto, mas desligado. Hoje esse trabalho é feito pelas regras de texto descritas acima. desligado hoje
- Na pesquisa “Faça parte”, escreve duas frases curtas: uma resposta ao que a pessoa disse sobre a cidade e uma linha no agradecimento, depois do envio. Recebe só a cidade e o texto livre, com CPF, telefone, e-mail, placa e endereço trocados por “#”; contato, autodeclaração e respostas sobre princípios e conflito de interesse nunca vão. A frase não cita partido, promessa nem número, e aparece com o aviso “Frase gerada por IA”. Se a IA falhar ou o teto mensal de gasto for atingido, a tela mostra uma frase pronta.
- O código do portal é escrito com ajuda de IA. Cada linha passa por uma pessoa, que responde por ela.
O que a IA não faz
- Não dá nota nem veredito sobre ninguém.
- Não calcula espectro, pautas, índice por bairro, presença, leis ou afinidade: tudo isso são regras fixas, descritas nesta página.
Limites
Quando ligada, a IA poderá errar ao ler um endereço. Reconhecemos também os problemas da IA: efeito sobre o trabalho, concentração em poucas empresas, consumo de energia e água, vieses e direito autoral. Por isso a comunidade que faz o portal debate como usar a IA e como regulamentá-la.
Fontes e frequência de atualização
O que mostra
De onde vem cada dado e quando ele é atualizado. Cada bloco do perfil mostra a fonte e a data da última atualização.
Como coletamos
| Dado | Fonte | Atualização |
|---|---|---|
| Pedidos de Providência e situação na prefeitura | Câmara Municipal, sistema público de proposições | toda noite |
| Vereadores, proposições, leis, sessões, presença e votos | Câmara Municipal, dados abertos | toda noite |
| Diárias e cargos de gabinete | Câmara Municipal, portal da transparência | toda noite |
| Subsídio dos vereadores e salário por nível de cargo em comissão | Leis municipais que fixam os valores e as revisões anuais | a cada nova lei |
| Votos, candidaturas e contas de campanha | TSE, eleição de 2024 | uma vez por eleição |
| Desenho dos bairros | IBGE, malha de bairros 2022; cidade sem malha no IBGE: bairros aproximados pelo portal com os setores e o CNEFE do Censo 2022 (veja abaixo) | fixo |
| Estados e municípios da escolha de cidade (pesquisa “Faça parte” e cabeçalho) | IBGE: nomes pela API de localidades, contorno dos estados e centro de cada município pela API de malhas, população pela estimativa anual (o tamanho do ponto no mapa) | uma vez por ano |
| Mapa base | OpenStreetMap e OpenFreeMap | fixo |
| Espectro dos partidos | Bolognesi, Ribeiro, Codato e Silva (Opinião Pública, 2025) | a cada nova pesquisa |
| Despesa da Prefeitura e da Câmara, folha por secretaria | Tribunal de contas do estado, dados abertos (balancete e empenhos) | toda semana; o tribunal publica com meses de atraso |
| Despesa com pessoal e limite da LRF | Tesouro Nacional, SICONFI | toda semana; o dado é quadrimestral |
| Gasto por função na pesquisa “Faça parte” (veja acima) | Tribunal de contas do estado (cidade do portal); Tesouro Nacional, SICONFI, Declaração de Contas Anuais (demais cidades) | no momento da pesquisa; o servidor guarda a resposta do SICONFI por até 7 dias; o dado é anual |
O robô roda todo dia às 3h (horário de Brasília), uma cidade por vez.
O subsídio dos vereadores é o fixado em lei municipal para a legislatura.
O salário de cada nível de cargo em comissão é calculado pelo portal a partir das leis: o valor-base da lei que cria os cargos, multiplicado pelas revisões gerais posteriores. Quando a tabela oficial da Câmara não pode ser lida pelo robô, o valor calculado pode diferir em centavos dela. O custo do gabinete soma o salário bruto dos cargos ocupados, sem encargos nem auxílios.
O corte de privacidade da folha de pagamento usa como teto o subsídio do prefeito, fixado em lei municipal para o mandato.
As leis, os valores e os sistemas de cada cidade estão em Fontes por cidade.
Cidade sem malha de bairros no IBGE: o portal monta bairros aproximados com dados do Censo 2022. No cadastro de endereços (CNEFE), cada endereço tem o bairro anotado pelo recenseador; dentro de cada setor censitário urbano, a área de cada bairro é a parte do setor mais perto dos endereços dele. Setor sem bairro anotado leva o bairro mais citado nos pedidos dos vereadores feitos ali. A população de cada setor (dado do Censo) é dividida entre os bairros pela proporção de domicílios, por isso é uma estimativa. Fora da área urbana da sede, cada distrito é uma área só. Os nomes são revisados à mão. As cidades nesse caso estão em Fontes por cidade.
Limites
- Se a Câmara mudar o sistema, o robô pode parar até ser ajustado. A data de atualização de cada bloco mostra isso.
- O portal mostra o que as fontes oficiais registram. Erro na fonte aparece aqui também.
Fontes por cidade
O que mostra
O método é o mesmo em todas as cidades. Mudam o tribunal de contas, o sistema da Câmara e as leis de cada município.
Santa Maria (RS)
| Dado | Fonte |
|---|---|
| Despesa da Prefeitura e da Câmara | Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS), dados abertos: balancete da despesa e despesa por empenhos. Publicação com 1 a 6 meses de atraso. |
| Proposições, Pedidos de Providência, sessões e votos | Câmara Municipal de Santa Maria, sistema público de proposições. |
| Diárias e cargos de gabinete | Portal da transparência da Câmara Municipal de Santa Maria. |
| Subsídio dos vereadores | Lei nº 6.928/2024. R$ 12.543,72 por mês na legislatura 2025–2028; R$ 15.145,87 para quem preside a Câmara. |
| Salário por nível de cargo em comissão | Anexo I da Lei nº 5.729/2012, na redação da Lei nº 6.984/2025, com as revisões gerais da Lei nº 7.082/2025 (5,48% desde março de 2025) e da Lei nº 7.146/2026 (4,14% desde março de 2026, conforme a página da Câmara). Níveis CC-1 a CC-9. A tabela oficial, em PDF, fica numa pasta que o site pede para robôs não acessarem. |
| Teto salarial do município (corte de privacidade da folha) | Lei nº 6.926/2024, subsídio do prefeito. R$ 31.087,60 no mandato 2025–2028. |
| Notícias da imprensa | Santa Maria 24 Horas e Diário de Santa Maria. |
Logos dos partidos
O que mostra
O logo ao lado do nome do vereador identifica o partido dele.
Como usamos
- Uso só informativo. Todos os partidos têm o mesmo tamanho e o mesmo tratamento. O uso não indica apoio nem ligação com nenhum partido.
- Os arquivos vêm do Wikimedia Commons. Quase todos são de domínio público (forma simples, sem direito autoral).
- Logo do Republicanos: Partido Republicanos, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons. O arquivo foi recortado nas margens e reduzido.
Limites
Os logos continuam marcas registradas dos partidos. A licença livre cobre o direito autoral, não a marca.